Prosanctus Inferi "Red Streams of Flesh"

Publicado em: 13/12/2013 - 12:41

Publicado originalmente no blogue themetalnightstalker.blogspot.com.br em 07.04.2013.

Desde que o Angel Corpse encerrou as atividades, poucas vezes deparei com bandas de death metal, no estilo americano, como o Prosanctus Inferi. De cabeça, só me lembro do Perdition Temple, grupo que o Gene Palubicki, guitarrista do próprio Angel Corpse, montou depois do fim da sua banda original.
O que temos nesse ep (mais um ótimo lançamento da Nucelar War Now! Productions) é um death metal intenso, seco e estridente, com repetidas mudanças de riffs e no andamento das músicas, que se alternam entre speeds e blast beats (quase não há partes lentas). O som é muito bem tocado e preciso, mas não chamaria de técnico. A produção limpa, sem montanhas de reverbs e delays, contribui para que se ouça claramente o que cada instrumento está fazendo. Destaquem-se os bumbos ultra-rápidos e os solos de guitarra - esses últimos que conseguem a proeza de não soarem chatos. O vocal é muito bom e segue uma linha mais vomitada e menos gutural, lembrando os vocais infernais do Paul Ledney no Profanatica.
Difícil apontar uma música em especial, já que o material é bem homogêneo, mais parecendo um tema único dividido em várias partes. Ainda assim ressaltaria a excelente Hairs of Incest (http://www.youtube.com/watch?v=kP_ifoRkUfY), construída sobre uma seqüência de eficientes riffs.
O americano Prosanctus Inferi conta, em sua ainda curta discografia, com um full lenght anterior, lançado pela Hells Headbangers, que vai exatamente na mesma toada (NOTA: Seu novo full lenght já foi lançado, também pela NWN!).
É bom constatar que nem todo mundo no death metal old school contemporâneo tem como paradigma o Incantation ou o death sueco de raiz. Sem dúvida Incantation e death sueco são ótimas referências - a propósito, o death sueco antigo é um dos meus estilos favoritos (não confundir com a porcaria melódica de Gotemburgo, por favor!). Mas ouvir bandas modernas que toquem na linha do Angel Corpse e, recuando mais no tempo, do Morbid Angel das antigas é salutar e demonstra que o glorioso death metal não depende de uma única fonte para seguir firme e forte.


Prosanctus Inferi -
um dos logos mais indecifráveis da história do death metal

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